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Mostrando postagens de Março, 2019

Sobre Médicos, Robôs e a Telemedicina

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Por: Ana Helena Guimarães “Em uma escala de 1 à 10, qual o seu nível de dor?” Quem assistiu à animação Operação Big Hero, lançada pelos estúdios Disney em 2014, vai se lembrar da fala do simpático robozinho inflável, Baymax, ao realizar um dos mais de dez mil procedimentos médicos para os quais foi programado. Totalmente equipado, o robô era capaz, não só de realizar os procedimentos em si, mas identificar a necessidade de socorro do paciente. Baymax é apenas um de incontáveis exemplos de tecnologias médicas encontradas na ficção. Assistindo a filmes e séries, nos deparamos com realidades fantásticas, e por vezes bastante verossímeis, que nos fazem desejar que a medicina avance para patamares só alcançados nas mentes dos roteiristas. Afinal, não parece de todo ruim a ideia de ter um robô inflável e fofinho cuidando 24h da sua saúde. Em que pese não ser possível competir com a criatividade dos escritores, a tecnologia do mundo real parece chegar a rumos que antes era

A Ética Médica e as Mídias Sociais.

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Por: Ana Helena Guimarães Vivemos em um momento de tamanha conexão com o virtual, que os meios digitais, outrora presentes apenas na ficção, tornaram-se ferramentas indispensáveis em nosso dia-a-dia. As mídias sociais tem se consolidado de tamanha forma, que deixaram de servir apenas como fonte de entretenimento, para se transformarem em eficiente meio de comunicação e divulgação de informações, além de estarem cada vez mais incorporadas às rotinas de trabalho. Cada dia mais, profissionais passam a atender clientes e trocar informações por meio do Whatsapp, bem como se reúnem em grupos para discutir ideias com outros colegas de profissão. Do mesmo modo, as redes sociais como Instagram e Facebook são utilizadas para alavancar negócios, permitindo que produtos e serviços sejam divulgados a um número expressivo de pessoas, sem a necessidade de gastos com impressos. Contudo a utilização irrestrita desses meios de comunicação não pode ser a realidade dos profissionais da á

Direito Médico e da Saúde: quando Direito e Medicina andam juntos.

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Por: Ana Helena Guimarães Bastam algumas matérias introdutórias na faculdade, para que o estudante de Direito chegue à conclusão de que seu curso envolve muito mais do que o estudo de Leis. Rapidamente irá perceber que o Direito está em absolutamente em tudo, e que não lhe bastará ser mero conhecedor do ordenamento jurídico.   Essa compreensão, inclusive, já era familiar ao Direito Romano, que a traduziu no brocardo “ ubi societas ibi jus ”, que significa: onde há sociedade existe Direito. À Ciência Jurídica cabe o papel de regulamentar a convivência em sociedade, através de um conjunto de normas que abrangem os mais variados aspectos da vida dos indivíduos, desde seu nascimento até a morte. Assim, não é de se estranhar que a Constituição Federal determine que a saúde é direito de todos e dever do Estado. É exatamente nesse ponto que o Direito passa a adentrar em outros ramos do conhecimento, tal como as ciências biológicas. Afinal, à medida que a ciência progri